ESQUECI MINHA SENHA >
Sincodiv
ÍNDICE SINCODIV-SP ONLINE
Seção Entrevista
21/08/2014 - 12:26:39
Entrevista com Carlos Porto, presidente da Abracy
Por Juliana de Moraes e Leonardo Oliveira
Foto: Sincodiv-SP/A. Freire Entre os cinco principais mercados da Yamaha no mundo, o Brasil reúne 550 concessionários da marca representados pela Abracy, entidade sob a liderança de Carlos Porto, o presidente responsável pela gestão 2013-2014.

 

Entre os cinco principais mercados da Yamaha no mundo, o Brasil reúne 550 concessionários da marca representados pela Abracy (Associação Brasileira dos Concessionários Yamaha), entidade sob a liderança de Carlos Porto, o presidente responsável pela gestão 2013-2014.

De acordo com ele, devido à elevação das vendas em mais de 13% no acumulado dos sete primeiros meses -, e ganho de participação de mercado, a rede vive um momento especialmente bom. E Porto descreve que isso acontece após um período de grandes dificuldades enfrentadas entre 2011 e 2012, quando concessionários e montadora resolveram mudar, juntos, “o rumo da prosa”.

“A rede teve maturidade para administrar a situação, conduzindo um trabalho sério e focado em recuperação ao longo de 2013. Hoje, estamos colhendo os frutos desses esforços”, destaca o presidente da Abracy, que está otimista quanto ao ano de 2014 para a marca e define a rede como “muito guerreira”.

A seguir confira a íntegra da conversa com Carlos Porto para o canal de comunicação do Sincodiv-SP.

Sincodiv-SP Online:Conte-nos um pouco de sua trajetória no setor. Desde quando e há quantos anos trabalha no segmento de distribuição de veículos?

Carlos Porto:Antes de começar no segmento de concessionárias, trabalhei no mercado de veículos usados por 15 anos. E, foi em 2001 que surgiu uma oportunidade para representar a Honda. Apesar disso, pouco depois, em 2003, passei para a Yamaha e desde então já se passaram 11 anos que sou distribuidor da marca.

Sincodiv-SP Online: Qual foi o caminho percorrido na atuação associativa até que chegasse à Presidência da Abracy?

Carlos Porto: O envolvimento com as gestão da Associação teve início em 2007, quando Marcos Almada (que já foi presidente da Abracy) me convidou para ajudar a diretoria na área Financeira. A ideia, na época, era estruturar a relação da entidade com as organizações que nos oferecem suporte (crédito) para a comercialização dos produtos. Além disso, passei a representar a Abracy na Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) para as questões do mercado Duas Rodas.

Em 2008, já como diretor da Abracy, criamos, então, uma comissão para a administração das relações com as entidades financeiras, consolidando a iniciativa, e depois assumi outras funções na diretoria, incluindo a de vice-presidente, até que em 2013 fui eleito para a Presidência da Associação.

Entendo que a evolução dos negócios passa também pela atuação junto à montadora e órgãos que se relacionam com o setor. Não se pode dissociar a política comercial da indústria e a de impostos do governo, além de outras questões, como a legislação que regula o moto-frete, dos negócios das concessionárias, daí o meu reconhecimento quanto ao valor do trabalho de relacionamento da instituição.  

Sincodiv-SP Online: Na sua avaliação, qual tem sido a principal marca da atual gestão da Abracy? Quais foram, a seu ver, os avanços mais consistentes que obtiveram até agora na relação com a rede e com a montadora?

Carlos Porto: A aproximação com a fábrica para o tratamento de assuntos de todas as áreas foi, sem dúvidas, a principal conquista desta gestão. Possibilitamos, por meio da atuação conjunta, mudanças em prol da valorização da marca Yamaha.

Na política comercial, colaboramos com a Yamaha no lançamento de produtos, levando informações do contato direto que temos com os clientes. Essa troca possibilitou que as novas motocicletas estivessem alinhadas ao desejo dos consumidores. E, o resultado está aí: estamos avançando nas vendas e em participação de mercado frente ao último ano. 

Devido à evolução positiva do diálogo, houve modificações na política comercial da indústria com os distribuidores, implementação de um bônus por produtividade, e, principalmente, conseguirmos formalizar a criação do Fundo de Capitalização para a rede, a meu ver, a maior das realizações desta diretoria!

Cito também as ferramentas para gestão das concessionárias como elementos importantes para a profissionalização dos negócios da rede. A Abracy tem dedicado tempo e esforços dos diretores, com a colaboração de executivos da indústria, para que os concessionários tenham à disposição recursos para a melhor administração de diferentes áreas das empresas, como, por exemplo, estoques.

Sincodiv-SP Online: No ano de 2013, o segmento de Motos teve um desempenho aquém do esperado. Apesar disso, a marca Yamaha viu sua participação de mercado prosperar frente a 2012.

Carlos Porto: Foi justamente essa interação positiva entre a montadora e a rede que produziu como efeito o ganho de competitividade da marca no país. A adequação dos produtos ao público brasileiro em termos de preços, quesitos estéticos e a gestão de estoques foram fundamentais para a recuperação das vendas e ganho de participação no mercado.

Sem sombra de dúvida, quero destacar a abertura e contribuição para o diálogo do presidente da Yamaha no Brasil, Shigeo Hayakawa, que foram fundamentais para que nossas mensagens fossem consideradas no planejamento das estratégias de lançamentos da marca. 

Sincodiv-SP Online:Apesar do desempenho ruim das vendas de motocicletas de baixa cilindrada nos últimos anos, o mercado para motos de alta cilindrada aumentou. Como o senhor avalia o movimento?

Carlos Porto: Aqui, a moto premium se transformou em veículo para o lazer. Este mercado sempre foi mal explorado no Brasil, mas com o aumento de renda da população, ganhou fôlego.

Nós, da Yamaha, contamos com o produto premium para atuar neste nicho e o que temos conversado com a fábrica é sobre a forma de atendimento e o espaço adequados ao público consumidor para as motocicletas de maior valor agregado.

O aquecimento dos negócios no Brasil para as motos de maior cilindrada também está relacionado ao desaquecimento das vendas nos mercados maduros, ocasionando a busca de novas áreas de atuação pelas indústrias estrangeiras. Por aqui, já chegaram cerca de cinco a sete novas marcas que se dedicam às motocicletas premium.

Outro indicador que temos da elevação do padrão de consumo é a crescente receita das vendas de acessórios e equipamentos das motos nas concessionárias Yamaha. Hoje, o consumidor não quer apenas a motocicleta, mas também toda uma série de itens de personalização e acessórios, como roupas, mochilas, entre outros itens, o que equivale a um pacote de compras mais elaborado por parte de uma população que conquistou renda.

Sincodiv-SP Online:Outro movimento recente equivale à retomada dos negócios via consórcio pelos pontos de venda de motocicletas. Na sua avaliação, qual o potencial deste canal de comercialização?

Carlos Porto: O consórcio desempenha um papel importante para os negócios na rede, em especial no Nordeste e Norte do país.

Para a rede Yamaha como um todo, o potencial de crescimento ainda é grande – há muito que avançarmos - e o desafio é trabalharmos a comunicação sobre este produto de financiamento de forma regional, já que nas regiões Sudeste e Sul, os consumidores não aderem ao modelo da mesma forma que clientes do Nordeste e Norte.

Sincodiv-SP Online:Tendo em vista as projeções pessimistas da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), qual é a orientação da Abracy para a rede neste ano?

Carlos Porto: Em 2014, a categoria Duas Rodas como um todo deve fechar com a retração de cerca de 4%, como previsto pela própria Federação. No entanto, a rede Yamaha tende a ter um desempenho descolado da média do mercado, pois temos os produtos certos para o momento.

Sendo assim, o recado que deixo é: acreditem nas perspectivas, pois temos as condições necessárias para crescer!

Depois de grandes dificuldades enfrentadas nos anos de 2011 e 2012, a rede teve maturidade para administrar a situação, conduzindo um trabalho sério e focado em recuperação ao longo de 2013. Hoje, estamos colhendo os frutos desses esforços.

O que posso dizer é que a rede Yamaha foi e é muito guerreira!

 

 

 

 

Produção e edição:
Moraes & Mahlmeister Comunicação