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Seção Reportagem
15/08/2017 - 08:52:00
"Seja bem-vindo à Era Hiper-Disruptiva", convida Marcelo Peruzzo, doutor em Neuromarketing, professor da Florida Christian University
Por Juliana de Moraes e Renan De Simone
Divulgação / Fenabrave

Você já ouviu falar em "blockchain" - cadeia de blocos, sistema de registros que garante a segurança das operações realizadas por criptomoedas - as Bitcoins?

Se já, acostume-se a ouvir cada vez mais. Se não, seja bem-vindo à Era Hiper-Disruptiva, quando a tecnologia vai, num novo ciclo, transformar (novamente) as relações comerciais, burocráticas e transações financeiras de todo o mundo, afetando diretamente a estrutura na qual as nações estão apoiadas.

"A disruptividade não pede licença. Ela simplesmente chega sem aviso e revoluciona, transformando completamente a relação que temos com o meio. Ninguém imaginava que a Apple, nos idos de 2007 fosse destruir a Nokia, então líder imbatível do mercado de telefones celulares, por exemplo. O mesmo vale para o Uber e o Airbnb, aplicativos de carona e locação de imóveis particulares, que inauguraram a era do usar em contraposição ao desejo de ter", explica Marcelo Peruzzo, doutor em Neuromarketing.

Ele, que é professor da FCU (Florida Christian University), conduziu a palestra Neuromarkting 2.0 - A fusão definitiva da neurociência, mercado e tecnologia disruptiva no 27º Congresso & Expo Fenabrave, em 09 de agosto.

Fim e recomeço

A tecnologia já disponível acabará com muitas das carreiras atualmente existentes, de acordo com o acadêmico. "A advocacia 'operacional' morreu. Falo convictamente que a maioria das pessoas que fez Direito, fez errado", brinca Peruzzo, ao defender que apenas o exercício de atividades essencialmente intelectuais tem chance num mundo de disruptividade. "O recomeço será necessário para muitas pessoas, especialmente porque viver até os 90 anos será regra, não exceção".

Carro? Fará sentido ter

Além disso, acrescentou que há boas notícias para o setor de distribuição de veículos.  No caso do Uber, em especial, a previsão, segundo ele, é de que a organização já tem seu fim desenhado num espaço de tempo de apenas dois anos. "Há um sistema novo, chamado Arcade City, que voltará a dar sentido à compra de veículo, pois possibilitará que os proprietários ganhem um bom dinheiro por meio de seu carro", indica.

O que há de novo para qualificar o negócio

Para exemplificar como os concessionários podem tirar o melhor proveito das tecnologias disponíveis, ele citou o Manychat, que viabiliza o diálogo eletrônico nas redes sociais por meio de respostas eletronicamente programadas para conversas no Facebook, por exemplo, bastando interlocutor registrar algumas palavras-chave para que a interação ocorra.

Há também o aplicativo Owler, que mantém registros de todas as atividades e oferece dados sobre a reputação de empresas, visando facilitar seus negócios; e o Contabilizei, que apresenta serviços de contabilidade para empresas de pequeno porte por meio de sistemas online com valores altamente competitivos.

"No caso deste último, ouso dizer que a profissão de contador tende a acabar porque o programa é preciso no cálculo de impostos, realizando em sistema eletrônico tudo o que escritórios de contabilidade fazem só que por custos tão competitivos que desbancarão a maioria das empresas desse setor", pontuou.

Disruptividade por todas as partes

De acordo com ele, soluções tecnológicas disruptivas estão em todas as áreas da economia. Vão mudar a forma como lidamos com a educação formal, a saúde - conheça o Hilab -, o mercado financeiro - confira o Augur -, mudando o conceito de mundo como temos hoje, inclusive a forma pela qual as nações arrecadam impostos.  

Cerca de 15% dos bancos brasileiros utilizarão os sistemas baseados em blockchain, que são super-seguros, até o final de 2017 e isso deve impactar todo o sistema financeiro nacional, integrando o país a um movimento que já ocorre internacionalmente.

O amanhã chegou

O futuro já é presente. "Precisamos aceitar que o passado trouxe lições relevantes e é a partir delas que devemos construir a ponte para o futuro, não menosprezando o que já foi feito, mas com atenção a tudo que está adiante, sabendo tirar proveito do que as tecnologias proporcionam para nossos negócios e para nossas vidas", afirmou.

Peruzzo concluiu chamando atenção para o olhar que precisamos ter sobre nós mesmos. "Para exercermos toda nossa capacidade é preciso alcançarmos o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, tornando-as compatíveis, rumo à realização de nossos sonhos. O legado, acreditem, não é o conhecimento, pois é temporal, mas o exemplo que deixamos para nossas famílias e a sociedade".

Produção e edição

 

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