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Seção Reportagem
24/08/2017 - 10:48:54
RH no centro do processo de mudança do momento político-econômico
Por Matheus Medeiros e Renan De Simone
Divulgação/Conarh

A área trabalhista é, provavelmente, a mais discutida nos últimos meses, se levarmos em conta as reformas propostas pelo governo federal e a situação econômica atual do país. E, nesse contexto, o trabalho do RH (Recursos Humanos) se torna ainda mais estratégico. 

"As aprovações da Lei da Terceirização e da Reforma Trabalhista, além da implantação do eSocial - que, aparentemente, acontecerá em 2018 -, colocam o RH no centro do processo de mudança das empresas brasileiras. Caberá à área planejar os passos seguintes, calculando os riscos e as consequências", explica Beatriz Flores, diretora de RH para América Latina da CGG, empresa francesa de geociência. 

A especialista - que participou do 43º Conarh (Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas), que aconteceu na cidade de São Paulo, na última semana - destaca que uma das principais funções do RH nesse momento de mudanças está relacionada com explicar corretamente os reais pontos das leis, esclarecendo os conteúdos legislados. 

"É nossa função transmitir aos gestores e colaboradores o verdadeiro conteúdo da Reforma Trabalhista e da Terceirização, por exemplo, para que a percepção, errônea, de que direitos foram perdidos não os desmotive, prejudicando o engajamento e, consequentemente, a produtividade da companhia". 

Para Beatriz, isso exige que o profissional de RH trabalhe ainda mais em cima do entendimento das leis e da estratégia do negócio. "Para podermos esclarecer as dúvidas dos colaboradores, precisamos entender os detalhes do que foi legislado e quais são as consequências disso para o negócio. Além disso, devemos saber - e participar da decisão - quais são as intenções da alta direção, como se pretende utilizar das novas normas trabalhistas na companhia. Temos que nos atualizar!". 

Segundo a executiva, o cenário faz com que o RH execute ao máximo sua capacidade de influência, para que todas as dúvidas sejam tiradas e para que todas as partes saiam beneficiadas com as mudanças político-econômicas. 

Para isso, é preciso ser criativo, mesmo em um ambiente de dificuldade. "Sei que a crise fez com que o orçamento do RH fosse cortado em muitas empresas, mas não podemos ficar reclamando e não fazer nada. Devemos ser mais criativos e lembrar que a dificuldade é a mãe da oportunidade". 

 

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