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Seção Entrevista
06/12/2011 - 11:19:02
Bate-papo com Alexandre Tadeu da Costa, criador da maior rede de franquias de chocolates finos do mundo
Por Ana Paula Nogueira e Juliana de Moraes
Divulgação/Cacau Show Alexandre Tadeu da Costa, empreendedor nato que não mede esforços, é o nome por trás da Cacau Show.

 

Autor do livro “Uma trufa e 1.000 lojas depois!” (Editora Alaúde), Alexandre Tadeu da Costa, criador da Cacau Show, lidera a maior rede de franquias de chocolates finos do mundo. Com atuais 1.070 lojas espalhadas pelo Brasil, planeja alcançar 1.200 pontos de venda até abril de 2012 e estuda a possibilidade de internacionalizar a marca.

 

Desde a primeira “aventura” empreendedora aos 17 anos, Alexandre tem como marcas maiores o otimismo e a perseverança, características as quais fizeram com que encontrasse soluções para driblar os problemas do dia a dia.

 

Hoje, além de proprietário da rede, ele promove palestras, e foca na formação de parceiros e colaboradores. De acordo com Alexandre, as pessoas podem fazer a diferença. E, além disso, “importante é que continuamente busquemos excelência; a gente nunca ‘chegou lá’”, define.

 

A seguir, confira a íntegra da entrevista do último Bate-papo de 2011, com Alexandre, que com a rede Cacau Show produz chocolates, ou em outras palavras, a “alegria das gentes”. 

 

Sincodiv-SP Online: Um empreendedor é movido por desafios, então comece nos contando um pouco sobre o que motivou sua decisão inicial de fabricar, você mesmo, os ovos para a Páscoa de 1978, sua primeira empreitada.

 

Alexandre Costa: De cara, esse foi meu primeiro desafio. Tive que cumprir a entrega de dois mil ovos de Páscoa de 50g, quando, às vésperas da data, descobri que o fornecedor não poderia fabricá-los, porque me baseei em um catálogo antigo, já fora de circulação, para fazer as vendas.

 

Para não fugir do compromisso, fiz jornadas de 18 horas ao dia fabricando os chocolates sem a mínima experiência, apenas com auxílio da dona Cleusa, que apareceu na hora certa para me ajudar. Enquanto eu comprava os chocolates em barra num atacado, ela ouviu minha história e se ofereceu para ajudar. Aí está a primeira funcionária da Cacau Show!

 

Com 17 anos tive que ser ousado ao ponto de investir com dinheiro emprestado do meu tio, mas consegui devolver a quantia logo após as entregas da Páscoa, e ainda obtive lucro.

 

Sincodiv-SP Online: O chocolate, hoje, é sua paixão e, no livro, você conta das lembranças que este produto traz de sua avó. Você levou isso em consideração antes de começar suas vendas, ou, no começo, foi apenas uma boa oportunidade de negócio?

 

Alexandre Costa: Eu cresci em meio a mulheres que tinham uma aptidão incrível para a gastronomia, isso sempre esteve presente na minha vida.

 

Então, logo depois que minha mãe deixou o negócio de vender chocolates, enxerguei a oportunidade de trabalhar com algo que já sentia que deveria me dedicar e que, acima de tudo, faria com paixão! E, o que era apenas um desejo de ter meu próprio dinheiro, se tornou a realização de uma vida inteira.

 

Sincodiv-SP Online: Pessoas com o perfil de desenhar seus próprios negócios sempre têm a referência de uma ou mais pessoas que considera como norte para si. Pode dizer que essa aposta em “carreira solo” foi influenciada por sua família?

 

Alexandre Costa: Sem dúvidas. Minha primeira e grande experiência, não sei se posso dizer profissional, mas que certamente influenciou minha carreira, foi ao lado da minha mãe, Vilma, que trabalhava com vendas porta a porta e me levava às reuniões na casa de vizinhas.

 

Quando comecei com a Cacau Show, marca que havia sido descontinuada por ela, vi ali um meio de conseguir provar a todos que poderia ser independente e conquistar com meu trabalho as coisas que desejo.

 

Sincodiv-SP Online: Você inovou ao preencher um nicho de mercado de chocolates finos para um público de classe média. Mesmo considerando os riscos de se arriscar em “mar não conhecido”. Como buscou compreender o perfil do seu público consumidor?

 

Alexandre Costa: Na verdade, a Cacau Show nunca foi pensada para atender a uma classe específica e sim em ser democrática, levando chocolate de qualidade para todos os gostos e bolsos, sem restringir o público-alvo. O consumidor que entrar em nossas lojas será bem atendido e encontrará produtos que cabem no seu bolso.

 

Hoje, algumas empresas estão se voltando para a nova classe média, entretanto, nós sempre tivemos como objetivo atender os mais variados perfis de consumidores, aproveitando esse fenômeno de crescimento do poder aquisitivo, mas sempre olhando o consumidor de forma integral, sendo mais do que simplesmente parte de uma classe social.

 

 

Para ler a 2ª parte do Bate-papo com Alexandre Tadeu da Costa, criador da maior rede de franquias de chocolates finos do mundo, clique aqui.

 

 

 

Produção e edição:
Moraes & Mahlmeister Comunicação