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Seção Entrevista
05/04/2018 - 09:59:26
Bate-papo com Erik Volavicius, diretor de Marketing da Bauducco nos EUA e de Vendas da Divisão Internacional - PARTE 2
Por Juliana de Moraes e Renan De Simone
Divulgação / Bauducco Unidade da Bauducco em Miami (EUA). O local abrigará o início da produção local, prevista para o primeiro semestre de 2018.

Sincodiv-SP Online: Em quantos estados dos EUA a Bauducco está presente?

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Erik Volavicius: A gente está presente em todo o território nacional, em cerca de 50 estados do país, incluindo Alasca e Havaí. Isso tem sido possível por vendermos para as redes de varejo com grande rede de distribuição nos EUA (Big, Lots, BJ´s, Costco, CVS/pharmacy, Dollar General, Jetro, Kmart, Kroger, Target, Walgreens e Walmart). 

Pelo fato da Bauducco ter capital fechado e ser uma empresa familiar, não estou autorizado a dar detalhes financeiros, mas nossa participação da operação norte-americana representa cerca de 5% do total da empresa no Brasil, o que significa que ainda temos muito o que crescer. O aumento anual das vendas ao EUA tem caminhado ao passo de 20% ao ano há cerca de cinco anos e a meta é continuar nesse patamar pelos próximos.

Outra coisa importante de ressaltar é o fato de que a gente montou uma estrutura própria, compramos terreno, construímos um armazém em área industrial e estamos nos preparando para começar a fabricar nos EUA, o que vai começar a acontecer dentro de dois meses mais ou menos, um passo importante para nós!

Claro que não vamos começar com toda a linha de produtos que oferecemos no mercado norte-americano. Começaremos pelas bolachas tipo wafer e depois vamos ampliar para uma gama maior de produtos.

 

Sincodiv-SP Online: Quantos profissionais estarão envolvidos com a fábrica?

Erik Volavicius: Na fase um, estamos falando em algo em torno de 30 colaboradores para o chão de fábrica, além da estrutura comercial, de armazém e administrativa já existente e que envolvem 35 profissionais. Depois, o objetivo é ampliar até que a operação alcance cerca de 100 ou 120 profissionais envolvidos diretamente na produção.

Nessa primeira etapa, então, vamos dobrar a quantidade de pessoas dedicadas ao negócio e depois o crescimento vai se dar conforme ocorrer a ampliação das linhas de itens fabricados nos EUA.

A fábrica representa todo um trabalho de construção da marca no país. Foi um trabalho de 20, 30 anos para estabelecer uma base de volume que justifique produzir wafer, o biscoito, aqui. E, sim, hoje temos essa demanda, um volume para sustentar uma produção local.

 

Sincodiv-SP Online: Em relação ao mercado de trabalho: na sua opinião, as regras norte-americanas ajudam ou atrapalham? De que formas as leis trabalhistas dos EUA afetam os planos de desenvolvimento da Bauducco no país?

Erik Volavicius: As leis do mercado de trabalho dos EUA são muito favoráveis para o desenvolvimento de negócios. Temos muito mais flexibilidade para contratar e desligar colaboradores. No Brasil, estamos mais amarrados a algumas regras que afetam o custo de contratação e desligamento, e por isso acabamos sendo mais cautelosos, arriscamos menos do que nos EUA. Então, concluindo, acho que o mercado é simples de você trabalhar e respeitar as leis.

 

Sincodiv-SP Online: Na sua opinião, que já trabalhou no Brasil e agora está nos Estados Unidos, em que medida a flexibilidade da legislação trabalhista dos EUA oferece maior contribuição para as empresas e as pessoas – ou não – para que desenvolvam seus negócios e carreiras?

Erik Volavicius: Aqui, a legislação é mais pró-desenvolvimento, pró-empreendedorismo. A gente tem menos receio de arriscar como executivo de negócios porque a simplicidade das regras e custos atrelados permitem a gente se recompor mais rapidamente em caso de insucesso.

Você pode contratar, descontratar e contratar novamente muito mais rapidamente do que no Brasil, sem tanta burocracia, com menos custos, o que traz mais oportunidades para as pessoas de maneira geral. Surgindo a chance, você logo vai atrás de "quem possa entrar para o barco", sem pensar muito – e com isso essa facilidade favorece também os profissionais, que também têm mais liberdade na relação contratual.

No Brasil, as empresas, de maneira geral, são conservadoras porque os contratos de trabalho não são simples... Nos Estados Unidos, o Estado interfere menos no processo de contratação e demissão, então fica mais fácil para quem quer empregar e o trabalhador ganha na medida em que há uma oferta maior de vagas de trabalho pela simplicidade desse processo.

 

Produção e edição

 

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