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Seção Reportagem
07/08/2019 - 09:35:56
Autoridades presentes no 29º Congresso da Fenabrave defendem menor interferência do Estado nos negócios
Por Silvia Pimentel e Juliana de Moraes
Divulgação / Fenabrave O presidente do Brasil Jair Bolsonaro e o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles participam da sessão de abertura do Congresso da Fenabrave, comandada por Alarico Assumpção Jr.

"É preciso avançar nas reformas, como a Previdenciária, para que o país retome o rumo do crescimento. Além da restruturação do sistema previdenciário, precisamos aprovar a Reforma Tributária para reduzir a carga de impostos. Só assim, estaremos escrevendo um dos principais capítulos da história do Brasil", disse Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos), durante abertura do 29º Congresso, que aconteceu entre 06 e 07 de agosto na capital paulista.

Na cerimônia de início do evento, que contou com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, e de várias autoridades, o presidente da Fenabrave lembrou algumas conquistas do setor e que merecem ser lembradas e comemoradas. É caso da aprovação da Lei Renato Ferrari (Lei no 6.729/1970), que completa 40 anos, e trouxe um equilíbrio jurídico entre fabricantes de veículos automotores e seus distribuidores.

Atualmente, no entanto, um dos maiores problemas enfrentados pelas concessionárias e que têm afetado a rentabilidade dos negócios do setor é o avanço das vendas diretas, que já representam mais de 45% das vendas de automóveis e comerciais leves, no primeiro semestre deste ano. "Essa questão precisa ser ajustada. Não somos contra as vendas diretas. O que nos incomoda é a falta de isonomia", criticou.

Menos Estado, mais produção

A importância da menor interferência do Estado na economia deu o tom do discurso de autoridades presentes na cerimônia de abertura do Congresso da Fenabrave, considerado o maior evento do setor na América Latina. Nesta edição, o evento escolheu o tema "Juntos, Movendo o Brasil".  

"A maior contribuição que podemos dar ao setor é não interferir nos seus negócios. É tirar o Estado de cima de vocês", afirmou Jair Bolsonaro, diante de uma plateia lotada. E citou a MP da Liberdade Econômica (Medida Provisória nº 891), em tramitação no Congresso Nacional, como o maior exemplo de desburocratização do atual governo.  

Ao afirmar que assumiu um país que enfrenta problemas graves como desemprego e corrupção, Bolsonaro ressaltou que escolheu as melhores e mais experientes pessoas para ocupar os ministérios e deu liberdade a toda a sua equipe. "Parte do resultado desse esforço é que a economia já dá fortes sinais de recuperação, graças ao trabalho desempenhado pelo ministro Paulo Guedes, da Economia", disse.  

Carta de alforria

Também presente na cerimônia de abertura, a deputada federal Bia Kicis, depois de exaltar a resiliência e dedicação do setor produtivo para o desenvolvimento do país, reforçou que o governo tem investido em propostas arrojadas e voltadas a não atrapalhar os empreendedores.

A MP da Liberdade Econômica foi novamente citada durante o evento e classificada pela parlamentar como uma "carta de alforria aos empresários brasileiros". "Estamos aqui para dizer que vamos trabalhar para o desenvolvimento desse importante setor da economia, que representa 4,5% do PIB (Produto Interno Bruto)", prometeu a deputada.

Alvará em prazo menor

Já o prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas, que também participou da cerimônia de abertura do Congresso, afirmou que é um orgulho para a cidade de São Paulo abrigar evento de um setor tão importante como o automotivo, que se soma a outros realizados anualmente na capital e que geram uma receita anual de R$ 12 bilhões.

Alinhado com o tema desburocratização, Bruno Covas, informou que a prefeitura também tem investido para facilitar a vida do setor produtivo. Um exemplo é a redução do prazo para a obtenção do alvará de abertura de estabelecimentos, que passou de 540 dias para os atuais 77 dias. "Reduzir a burocracia é facilitar o desenvolvimento econômico e reduzir a corrupção", disse, ao ressaltar que os empresários não podem pagar pelas ineficiências do Estado.

Também participaram da cerimônia de abertura o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles; o secretário de Justiça do Estado de São Paulo, Paulo Dimas Debellis Mascaretti – representando o governador João Doria -; o vice-governador do estado do Paraná, Darci Piana; o deputado federal Herculano Passos; o presidente da Abeiva (Associação Brasileira de Importadoras de Veículos), José Luiz Gandini e o diretor do Itaú, responsável pela área de veículos, Rodnei Bernardino de Souza.

 

Produção e edição

 

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