Resiliência também serve para compreender a era digital
Por Mirella Freitas e Juliana de Moraes


Divulgação / Fenabrave

"Ter resiliência, a capacidade de suportar as pressões envolvidas durante um trabalho, nos possibilita conhecimento para o sucesso que procuramos", destaca Carlos Hilsdorf*, considerado um dos melhores palestrantes da América Latina e autor do best-seller Atitudes Empreendedoras (Editora Portfolio Penguin).

Ele, que é economista e pós-graduado em Marketing pela FGV (Fundação Getulio Vargas), define que o presente nos traz como desafio compreendermos o que muda na forma de nos relacionarmos ante à consolidação dos canais de digitais para o contato com clientes, colaboradores, parceiros e outros públicos alvo das organizações.

Hilsdorf aponta que, durante milênios, a comunicação humana por si só possibilitava e garantia bons relacionamentos. Porém, hoje, para um futuro promissor, devemos considerar a era digital e seus canais de diálogo como recursos também indispensáveis.

Novo aprendizado, mais resiliência 

Segundo ele, todo um aprendizado sobre resiliência neste novo contexto se faz necessário. Os desafios são outros e precisamos estar abertos para, então, sermos capazes de enxergá-los.

"As transformações que unem o real e o virtual estão atingindo sua globalidade neste momento, e devemos estar preparados para a compreensão do que muda e como agir daqui para frente", afirma o autor da obra Revolucione seus Negócios (Editora Clio).

Negar o problema só fortalece a crise

Hilsdorf aborda também a questão do tempo consumido pelas direções das empresas ao longo de um momento de crise e comenta que, a ausência de um olhar para o problema que atinge o negócio suporta um foco equivocado e leva à distração. "Isso só dificulta nossa capacidade para elaborar soluções que venham contribuir para a superação das dificuldades".

Atitudes limitadoras

O economista afirma que para as empresas enfrentarem situações adversas sem gerarem uma crise interna, o primeiro passo é a construção de um modelo de negócios que, de fato, seja viável, considerando os recursos disponíveis que possam ser adotados para melhorar a atuação tanto no relacionamento interno, como junto a clientes.

"Atitudes limitadoras – como a negação aos problemas - podem fazer com que as empresas fechem suas portas em momentos desafiadores. Precisamos ter em mente que tendemos a criar problemas quando nos defrontamos com dificuldades (é natural do ser humano), e a empresa pode entrar em crise por isso. A questão toda passa por orientar a mente para tentar enxergar a possibilidade de soluções para esses desafios", explica.  

De acordo com ele, uma vez identificada a situação crítica que afeta o negócio, o caminho da solução passa por se criar uma oportunidade de atuação dentro desse contexto. "Então, devemos segui-la, com a ideia de que a resiliência caminha conosco nesse processo, pois dificuldades surgirão ao longo da experiência", declara.

Comunicação como fator de contribuição

Já a comunicação, que ganhou tantos novos "braços", pode ajudar nessa jornada. Segundo Hilsdorf, as relações pessoais e por meios tecnológicos se complementam, trazem agilidade e configuram uma nova forma de se estabelecer laços e diálogos.

Relacionar os dois polos ajuda a desenvolver a capacidade de visualizar soluções, dando-nos a chance de colocar em prática um modelo que motiva a superação de dificuldades e favorece o diálogo entre as pessoas.

 

*Carlos Hilsdorf foi palestrante sobre o tema "Revolucione seus negócios com resiliência" em workshop realizado, no dia 07 de agosto, durante o 28º Congresso e ExpoFenabrave.

 

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