Vendas de veículos novos caem em março e no 1º trimestre
Por Silvia Pimentel e Juliana de Moraes


Em função dos decretos de quarentena para conter o avanço do novo coronavírus e o consequente fechamento de concessionárias, o setor de distribuição de veículos sofreu retração nas vendas de março e no acumulado do primeiro trimestre, revertendo curva de crescimento observada no primeiro bimestre do ano.

De acordo com levantamento da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), foram licenciados em março 249.158 veículos – consideradas as categorias de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas e implementos rodoviários -, o que representa uma queda de 15,02% na comparação com fevereiro. Em relação ao mês de março de 2019, o recuo foi de 18,45%.

No acumulado do primeiro trimestre de 2020, foram emplacadas 840.800 unidades, o que representa uma queda de 7,06% em relação ao mesmo período de 2019, quando foram vendidos 904.698 veículos.

Comerciais leves

O balanço da Fenabrave mostra que, depois do segmento de ônibus – que registrou recuo de 35,38% nas vendas de março sobre igual mês de 2019 – o de automóveis e comerciais leves foi o que sofreu a maior retração, com recuo de 21,91% sobre o mesmo período do ano passado.

Na comparação com fevereiro, as vendas de automóveis de comerciais leves recuaram 19,11% e, no acumulado do primeiro trimestre, a queda foi de 8,18%.

Segundo Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, a falta de previsibilidade sobre o retorno do comércio e dos impactos ao final da quarentena impedem que seja feita uma revisão das projeções do setor para 2020. "Por enquanto, as concessionárias estão segurando a situação como podem, antecipando férias, utilizando banco de horas. Mas chegará um momento em que isso não se sustentará", disse.

Pedidos

Para atenuar a situação dos empresários do setor, a Fenabrave tem solicitado diversos pleitos juntos aos governos federal, estadual e municipal e a órgãos como o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico).

Entre os pedidos direcionados aos estados e municípios está a autorização para funcionamento das oficinas em algumas cidades para a realização de serviços essenciais voltados, por exemplo, à manutenção de caminhões, motos, táxis, ambulâncias e ônibus, além de veículos que trabalham por meio de aplicativos, essenciais para o transporte das pessoas e itens de necessidade.

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